Você já teve a sensação de ser dominado pelos acontecimentos ou por alguém que exerce um poder opressor sobre você, impossibilitando a sua manifestação e expansão? Isso significa que você não tem poder sobre si mesmo, mas sim algo tem o poder sobre você. Liderança pessoal é um tema que interessa a todos nós, principalmente se você pretende ter sucesso, felicidade e satisfação na vida pessoal e profissional. Geralmente, tudo o que deseja atingir ou não se possui na vida representa apenas que ainda não aprendeu a desenvolver no interior, significa baixo desenvolvimento da força interior. Ao conseguir manifestar esta energia, qualquer pessoa será capaz de conquistar e atrair o que se deseja.

Deixar que fatores externos e até internos consigam exercer domínio sobre você só é possível com autoconhecimento. Essas barreiras geram autossabotagem, que impossibilitam aquilo que mais queremos que é poder expandir e manifestar livremente a individualidade. Criada pelo medo, dúvida em se sentir merecedor e capaz de certas coisas, este tipo de comportamento negativo trava a ação perante a vida e gera a sensação de que a estrada da vida parece se dividir a nossa frente. Ao não saber, pela dúvida, qual caminho escolher, o pânico de errar impossibilita seguir para que por meio do envolvimento se consiga conhecimento, ou seja, estou seguro quando conheço e para isso é preciso se envolver, criar ação. Se travar, perde a possibilidade de dominar, sentir segurança, desenvolver poder, gerar confiança, autoridade e finalmente liderança sobre a situação.
Esse é um processo cíclico para alcançar autoconhecimento, ou seja, você irá se conhecer por meio das escolhas assumidas frente às experiências da vida. Ao escolher não agir irá aprender a covardia, retrair a sua força. Inversamente, se escolher agir e apostar, terá a possibilidade de aprender a se conhecer melhor e diferente pelo envolvimento com a novidade que se fará presente na experiência, renovando e adquirindo novo poder.

As escolhas geram resultado, da mesma forma que ao deixar de escolher resulta na opressão ao conhecimento. Seja qual for a decisão, a pessoa sempre será responsável pelo seu resultado. Quando se consegue perceber o lado bom da experiência, sem levar para o lado pessoal do gênero contra mim ou a favor de mim, possibilitamos aprender, mesmo que o resultado tenha sido ruim. Escolhas que geram fracasso também ensinam a valorizar algo, prestar atenção a detalhes, saber ver a realidade e consequentemente deixar de se enganar com as próprias projeções. O otimista verá sempre uma hipótese de aprender e irá expandir frente a uma escolha, enquanto que o pessimista só servirá da experiência para se colocar na posição de vitima, justificando e culpando alguém pela sua própria ausência de liderança pessoal.

Os fatores externos que nos dominam representam apenas falta de conhecimento e habilidade em saber lidar e se posicionar frente a alguma figura que possua maior conhecimento. Se levar para o lado pessoal e se sentir inferior a alguém ou a uma situação, acabou de dar o poder do outro sobre você, nesse caso pessoas podem se aproveitar dessa sua forma de agir e oprimir você. Esse tipo de liderança opressora está frequentemente presente nos casamentos, na família representada pela figura dos pais ao exercerem sua autoridade ou nos meios corporativos, pelos chefes. Essa postura de ficar isolado, parecendo estar fechado em uma torre e intocável, como forma de respeito, torna as relações distantes e frias, sem muitas trocas mais profundas. Esse processo autoritário e opressor tende a colocar todos abaixo de si mesmo, subordinado ao seu poder. Pessoas com este tipo de comportamento oprimem as outras para se sentirem poderosas e ilusoriamente tentar resolver o seu complexo de inferioridade, mascarado no autoritarismo.

Ao precisar inferiorizar aos outros para se sentir grande só demonstra falta de tato, habilidade e talento na maestria e gestão nas relações interpessoais. Representa ausência de liderança pessoal e falta de capacidade de liderar, porque não agrega, não soma, apenas separa. A verdadeira liderança pessoal, ao saber dirigir e coordenar ações, tanto com os outros como com a si próprio, soma, integra, une, valoriza, percebe a força de cada um, consegue direcionar e gerar resultado.

Ao contrário, quando se perde o controle e esbraveja para assustar como uma fera enraivecida, a única demonstração é falta de segurança e medo. A liderança pessoal requer muito autocontrole, mas sem esforço, se não for assim, o líder ainda não atingiu esse maravilhoso poder de conseguir fluir de forma tranquila, verdadeira e leve frente à vida.