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7 – O Ser Humano Superior e Inferior

Como definir o ser humano? A natureza inferior e a natureza superior estão misturadas nele de forma tão inextricável que é impossível dizer onde acaba uma e começa a outra. Sem querer ser maniqueísta, podemos definir a polaridade de ações do ser humano de duas formas antagônicas: de um lado, temos o ser do mal e do outro, o ser do bem, criando uma separação dualística no gênero e na forma de se manifestar. O certo ou errado em que essas duas naturezas se contrapõem, de fato se mostram muito presentes na nossa realidade, inclusive são difundidas, protagonizadas constantemente nas novelas brasileiras, no cenário político e na estrutura de nossa sociedade. No meio desse confronto estão os “ingênuos” que se vêem vitimas do mal e os “do mal” se aproveitando dos ingênuos do bem, numa competição voraz pela conquista de um terreno, de um domínio onde não existe ganhador, só perdedor, porque a nossa sociedade sucumbe em ações que mais parecem suicidas, por não preservarem a vida.

Apesar das grandes evoluções da nossa sociedade, nesse aspecto ainda estamos em fase embrionária e a mudança só irá acontecer quando o ser humano deixar de ser solitário para ser solidário, estando unido aos demais por uma consciência em prol do amor, da preservação do respeito e visando ao equilíbrio. A forma “malandra” com que o ser inferior tenta tirar vantagem é que corrompe o espírito humano, porque utiliza a inteligência para o seu favoritismo separatista, presente na política, religião, medicina, grupos sindicais, família e em todos os grupos que se unem, e que acabam se relacionando pela deficiência.

Ainda bem que temos uma minoria que procura arduamente manter a paz, preservar a natureza e o planeta, desenvolvendo tecnologias sustentáveis, fontes alternativas de energia renováveis, educação, ética e respeito aos valores humanos mais nobres.

São os seres inferiores que não nos deixam resolver o que parece ser o grande problema do Brasil, que não nos permitem colocar em prática o que está escrito na bandeira nacional e faz menção a uma ação – Ordem e Progresso – para, quem sabe, servir de inspiração para ser uma nação mais equilibrada, organizada e progressista. Talvez um dia as pessoas percebam que, se existe o desequilíbrio, esse irá afetar a todos nós, mesmo que estejamos protegidos por carros blindados, presos por grades ou de alguma outra forma. A liberdade, comprometida e exacerbada, perdeu o respeito e o amor próprio; nos bares, botecos e baladas da vida, a diversão virou destruição; de autoestima, pouco restou. As relações se tornam uma espécie de droga. É como se um fornecesse algo que aprisiona o outro, e a outra pessoa aprisionasse a si mesma em suas carências e vazios existenciais.

Por sorte, existem os seres humanos superiores que conseguem ficar imunes a tudo isso. A diferença está na consciência de conseguir perceber essa força, real e atingível que vem do amor, gratidão, alegria, paz e felicidade, de ações tomadas pensando no equilíbrio. Quanto mais acordados conseguirmos ficar, menos vulneráveis e mais espertos, no bom sentido, estaremos. Assim, ganharemos terreno e a sociedade deixará de ser rebelde e de atentar contra si mesma. Restabeleceremos a ordem da natureza de preservar a vida e visar ao bem estar.

Carlos Florêncio

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