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A Crise

Geralmente vivenciamos a crise como algo ruim; anormal e que não deveria acontecer, mas é nos momentos de crise que a humanidade e o indivíduo estão tendo a oportunidade de rever os seus valores. O ser humano tem a tendência de padronizar os seus conceitos e enquanto estiver proporcionando satisfação pessoal e segurança vai se mantendo, mas por vezes as saturações desses padrões proporcionam uma ruptura necessária para que novas formas de atuação, que visem o bem pessoal e humanitário, sejam reestruturados.

A revolução industrial foi importante na altura, mas hoje estamos vivendo uma crise planetária pela poluição da saturação dos recursos naturais.

As cidades precisaram criar a urbanização para que a população não sofresse com as crises de saúde proporcionadas pelos excessos de detritos que a os habitantes geravam, mas hoje, temos as águas dos rios poluídos por conta dessa ação, que na altura resolveu o problema, mas que hoje gerou uma crise no abastecimento de água no planeta e que compromete novamente a saúde pública.

A crise só aparece quando existe uma saturação, mas o ser humano teima em querer uma solução definitiva e só aprende a rever os seus valores no momento de crise. A consciência humana deveria se precaver dos possíveis danos de suas ações a um longo prazo, para que desta forma não sofra de forma drástica uma crise de mudança.

A crise é necessária (por isso inevitável) a todo processo de vida (econômica, social, pessoal), porque este processo jamais é linear, mas se dá por rupturas e novas retomadas.

A crise estoura de tempos em tempos para permitir que humanidade aprenda a preservar o que mais precisa – a vida.

A crise não é algo a ser deplorado, mas a ser explorado e sempre em todas as crises está uma mudança de valores que preservem a vida e o bem comum.

Infelizmente uma minoria que se beneficia, por um certo tempo, do arranjo social, agora em crise, se opõem às necessárias mudança e impedem as decisões implicadas na transformação. É por esse motivo que ouve a crise dos combustíveis, que até em guerra resultou. Só depois disso, é que se começou a pensar em novas formas de captar energia, mas os egoístas que se beneficiam da poluição pelo excesso de carbono, teimam em restringir novas formas de gerar energia que não acabe com a sua própria vida. A falta de amor impede essas pessoas de pensarem que os seus descendentes irão sofrer com uma crise no futuro proporcionada pela teimosia em mudar, hoje, o que se faz necessário.

O mundo financeiro endeusou o dinheiro, as pessoas começam a valorizar-se pelo que possuem, e os valores humanos foram deixados de lado, com isso os seres humanos começaram a ganhar para gastar, o ter prevaleceu sobre o ser e hoje a crise financeira propõe que devemos gastar apenas o que é essencialmente necessário, para que a humanidade aprenda a ter pela necessidade, pelo propósito, e é claro que o mundo financeiro teve que entrar em crise.

A Europa para se proteger e se tornar inabalável criou a Comunidade Européia, mas esqueceu que agora com a globalização, já não há espaço para a separação, porque estamos todos num mesmo planeta e não temos para onde fugir, embora a ciência esteja procurando no espaço um lugar para que a humanidade possa sobreviver. Tornamos-nos predadores de nós mesmos e sem lugar para fugir e como uma nuvem de gafanhotos estamos destruindo todas as reservas e recursos que mantém a vida. A restrição nas emigrações, como forma de se proteger do excesso de habitantes, faz com os países se fechem em si mesmos, mas esqueceram que foram eles que invadiram o mundo e hoje sofrem com retorno dos descendentes de si mesmos, sofrem com a crise da invasão que proporcionarão.

As religiões propõem que devemos crescer e se multiplicar e hoje existe uma crise de espaço nas cidades e um exemplo disso é a China que, em crise pelo excesso de habitantes, restringiu o número de filhos nas famílias.
Por isso, que numa tentativa de equilíbrio, a natureza está tão fortemente pondo os relacionamentos em crise. As atitudes em face da crise produzem bons ou maus frutos e o resultado dessa falta de sensibilidade é que está tornando o ser humano solitário e depressivo numa crise interna de falta de amor próprio.

A religião para preservar os seus conceitos é contra o aborto e o uso de preservativos e ilusoriamente acha que está protegendo a vida, mas com essa atitude está contribuindo para a proliferação de várias doenças sexualmente transmissíveis que afetam a vida que defendem.

A hipocrisia é um das maiores crises da personalidade humana e é ela que está levando o planeta a crise.

Atitude de excelência, o amor ao próximo, a uma humanidade mais justa é que levou Jesus Cristo a Cruz e é essa cruz que todos nós carregamos hoje, a falta de amor.
A qualidade das ações do ser humano é que está sendo posta em causa, são atitudes de excelência que está sendo proposto e uma valorização pela ética de atuação. O ser humano tem inteligência, mas falta consciência para usar do seu saber na direção de uma sociedade melhor aonde, cada um de nós irá usufrui desse bem comum.
Precisamos de uma Ascensão Pessoal que agregue valores na condução de nós mesmos, só assim a crise será uma dádiva para o ser humano.

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