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Consciência e Ética

Entender a evolução do ser humano é um processo complexo, principalmente pela sua diversidade, bem como pela singularidade que cada indivíduo possui. Em constante transformação, como tudo no universo, cabe apenas conceituá-lo como uma consciência em expansão.
A procura de sentido, propósito e razão para a existência do ser humano é uma busca incessante e constante que não se limita a uma visão pragmática ou mecanicista. A sua complexidade encontra limitação pela falta de compreensão sobre si mesmo. O ser humano possui inteligência, mas não nasce com a consciência, com o poder de analisar suas ações e os resultados que podem causar sobre si mesmo e aos outros. Predador de si mesmo, pela ausência de amor, se perde em futilidades e com os valores trocados, vive em uma sociedade cada vez mais ampla em número de pessoas, porém, perdida na solidão.
Precisamos de ética como nova referência na maneira de nos relacionar, que seja focada na preservação dos valores humanos, para que possamos dizer: evoluímos.
A busca da compreensão para definir o ser humano consiste num esforço que atravessa os tempos, por meio de pesquisas provenientes de questionamentos sobre o sentido da nossa existência, culminamos no movimento filosófico e social que deu origem ao “Humanismo”, vertente que propõe valorizar esse ser munido de várias dimensões de manifestação, complexo na sua composição, singular e incomparável na sua essência.
A capacidade humana de absorver informações rapidamente, conforme o seu poder de inteligir, permite incorporar, na sua essência, conhecimentos constantemente. Sendo o único que consegue saber de si mesmo e se perceber, o homem desenvolve consciência e atua em diversas dimensões de realidades, entre as quais três, segundo o Humanismo filosófico, são as mais relevantes: consciência, amor e liberdade. Porém, para que a humanidade consiga atingir essa percepção precisa compreender que toda ação gera um resultado e que, consequentemente, somos responsáveis, de acordo com o que manifestamos, pela nossa parcela de verdade e evolução na sociedade. Com o amor, o ser humano desenvolve solidariedade, compaixão e respeito, entre outros sentimentos nobres que, consequentemente, contribuem para o desenvolvimento da ética e da liberdade de expressão que cada ser possui pelo direito a vida, gera a consciência de unificação da raça humana em uma força conjunta.

Assim, o grande ensaio filosófico do ser humano, ao questionar a existência deste, deixaria de ser separatista e passaria a ser a da visão que todos somos um e o um está no todo. A consciência ativaria a certeza, deixaríamos de estar perdidos, passaríamos a nos encontrar dentro de nós mesmos e expandiríamos na relação com os outros, ou seja, evoluiríamos.

A comunhão, sentido de união, tornaria a raça humana numa força grandiosa, focada no desenvolvimento de padrões de cidadania e ética. O ser humano deixaria de ser suicida e passaria a ser agente que evolui em prol da vida, recuperaria o respeito à existência. A liberdade passaria a não ser mais influenciada por vícios mascarados; o ser humano aprenderia a saber lidar com o seu livre-arbítrio, liberdade de escolha que o torna agente de realização, deixaria de se colocar como vítima, réu que se aproveita dos menos conscientes, crítico destrutivo que condena a tudo e a todos tornando-o opressor e preso no seu poder exacerbado. Somente com a consciência do amor pessoal, incondicional e universal é que o indivíduo teria a sua liberdade de expansão positiva, a livre expressão da sua individualidade, mantida pela diferença e respeito pela diversidade; encontraria na sua essência o sentido da vida, que é o de servir e contribuir para a evolução do potencial humano positivo, cada um auxiliando o outro a transcender, a se expandir seguindo a própria proposta do universo, onde tudo está conectado e evoluindo em uma grande cumplicidade.

Em meio a tantas dispersões, interesses econômicos e de mercado, a estrutura da sociedade acaba se corrompendo, o que torna os valores humanos constantemente ameaçados. Esses valores trocados dificultam a construção de uma sociedade mais igualitária, capaz de acabar com o abismo, onde por um lado temos os pobres, que nada podem fazer, do outro temos os que possuem poder, mas que nada fazem para mudar o sistema. No meio, possuímos uma corrente querendo uma ponte que ligue e gere mudança por meio dos vários movimentos que acompanharam o decorrer da nossa história. Entretanto, embora com muitas conquistas, ainda hoje temos essas diferenças que separam os seres humanos justamente pela falta de consciência, amor e liberdade, cuja ausência dessa percepção, não permite desenvolver padrões éticos e morais. Felizmente, graças a essa minoria que desenvolveu e definiu os valores humanos, vamos conseguindo ter uma resistência frente a essa força autodestrutiva, pois sem essa resistência a humanidade já se teria despedaçado.

Portanto, o exercício da cidadania é o único agente capaz de colidir com os padrões vigentes contrários à preservação da nossa raça humana. Aliado à consciência ética, teríamos ações que visem a acabar com a fome; proporcionar educação básica de qualidade para todos, igualdade entre sexos e valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde preventiva e combater as doenças: propiciando a melhoria na qualidade de vida e respeito ao meio ambiente. Assim, todos unidos, conscientes e éticos, trabalharíamos para o desenvolvimento favorável de toda a humanidade.

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